HISTÓRIA

 

   Curiosidades: Relógios de sol em cenas de filmes famosos

PEDRA DE INTIHUATANA - MACHO PICCHU - PERU.

      Desde remotos tempos o homem, ao observar o Sol, percebeu que este provocava a sombra dos objetos, ao fazer estas observações notou que ao longo do dia os tamanhos destas sombras variavam. O homem primitivo, primeiramente, usou sua própria sombra para estimar as horas (sombras moventes), logo depois viu que podia através de uma vareta fincada no chão na posição vertical, fazer estas mesmas estimativas, estava criado o pai de todos os "Relógios de Sol" o famoso "Gnomon". Embora, na verdade, o gnomon serve para registrar o movimento aparente do sol na esfera celeste e até nos indicar a linha meridiana local e pontos cardeais, mas isso não faz dele um relógio solar. Através da sombra projetada pelo "Gnomon" pode-se observar seu movimento durante o dia, ao amanhecer a sombra estará bem longa, ao meio dia estará no seu tamanho mínimo e ao entardecer volta a alongar-se novamente.
      Associando-se o movimento da sombra provocada pela haste com o passar do tempo durante o dia, podia-se saber quanto tempo de luz ainda restava antes de chegar o anoitecer. Assim o homem primitivo deu origem à contagem do tempo.
      A pequena haste deu origem a monumentos megalíticos e a grandes obeliscos como os de STONEHENGE - INGLATERRA e PEDRA DE INTIHUATANA - MACHO PICCHU - PERU.
     Os mais antigos relógios de sol teriam surgidos no Egito ou na Mesopotâmia, desde
3000 a.C, mas a China ou as civilizações Maia, Inca e Asteca também por essa altura, ou um pouco mais tarde, desenvolviam instrumentos semelhantes. O estudo dos exemplares encontrados no Egito, de cerca de 1500 anos a.C., revela que todos eles davam indicações de tempo não muito precisas. Na velha Mesopotâmia ou Egito alguém num momento de Rara inspiração, teve a idéia de inclinar esta haste em direção ao polo celeste, dando origem ao primeiro quadrante solar, fazendo com que as horas fossem razoavelmente iguais em todos os dias do ano, melhorando muito a precisão da pequena vareta fincada no chão.
      A preocupação do homem com a medida do tempo foi ficando cada vez maior, principalmente na agricultura, pois precisava saber com precisão a época melhor para plantar e para colher, saber quando o frio (inverno) e o calor (verão) estavam por vir, com isso o conhecimento para mediar o tempo foi ficando cada vez mais sofisticado, por volta de 3000 a.C. , surgirão as clepsidras ou relógios de água e muito mais tarde , no século XlV , as ampulhetas ou relógios de areia.
     Graças aos seus estudos ,ao estabelecer as leis do pêndulo, Galileu viu nesse instrumento a possibilidade de utilizá-los como reguladores de tempo, porem o inventor do relógio utilizando os princípios do pêndulo foi Huygens em 1657.

      Na Grécia, Vitrúvio registrou 13 relógios de sol diferentes no século I a.C. Somente no século XVI este instrumento pôde ser calibrado, dando horas verdadeiras, operação que exigia conhecimentos combinados de geografia, astronomia, matemática e mecânica.

      No passado sua cambiante e decorativa figura, era minuciosamente trabalhada para constar nas fachadas principais e nos Jardins dos Castelos, Catedrais, Igrejas e Casas. É provável que só as famílias com algum poder econômico tivessem direito a um relógio deste tipo, sinal de uma modesta ostentação e intelectualidade.

       Os relógios de sol desempenharam um papel fundamental no ajuste dos relógios mecânicos, que se desenvolveram na Europa Ocidental a partir do século XIII. Embora os relógios mecânicos se tenham tornado relativamente populares a partir do século XVIII, a sua exatidão deixava muito a desejar, servindo os relógios de sol para acertá-los.

       Desde então, a rapidez em aperfeiçoar equipamentos para medir o tempo foi espantosa, depois da descoberta do "balancin", surgiram os cronômetros de precisão.
       Na atualidade graças ao grande desenvolvimento da eletrônica as precisões dos relógios estão asseguradas pelo relógio de quartzo que pode conseguir uma precisão de 1 segundo a cada 200 anos, há ainda os relógios atômicos a césio, que tem uma precisão de 1s a cada 3.300 ano.  Quer mais precisão ainda?, Então use o relógio atômico a hidrogênio-maser esta precisão vai de 1s a cada 10.000 anos. E essa busca por precisão não para por ai. O Brasil vem trabalhando em um projeto de construção do relógio mais preciso do mundo, isto esta sendo feito no Laboratório de Óptica do Instituto de Física da USP, em são Carlos, interior paulista. Este relógio terá uma precisão de 1s em 3 bilhões de anos.
        O sol aparentemente se desloca no céu de Leste para Oeste, mas na verdade quem está se movimentando é o Planeta Terra de Oeste para Leste, este movimento causa a variação do tamanho e posição das sombras dos objetos iluminados pela luz solar. Tal movimento é usado pela "gnomônica" para nos indicar a hora em um quadrante solar, ou até mesmo em um "gnômon" o mais primitivo dos relógios de sol , apenas uma haste fincada verticalmente no solo.
        Há basicamente 3 tipos de relógios de sol , os equatoriais, horizontais e verticais.
       Os relógios de sol (quadrantes solares ) nos indica a hora, através da sombra projetada de uma haste em um mostrador com linhas horárias pré-calculadas ,que vai nos indicar a hora solar verdadeira local, ou seja, através da latitude e longitude do lugar onde será implantado definitivamente o quadrante solar , calcula-se as linhas horárias e o angulo de inclinação de sua haste/estilo.
        A hora oficial do fuso é diferente doa hora local verdadeira , para cada fuso temos 15° , que igual à uma hora , não importa para o fuso se você está entre 1 grau e 15 graus , estando neste fuso todos terão a mesma hora , já o quadrante solar terá sua sombra em diferentes posições em um mesmo fuso.
        O movimento do Sol não é uniforme no céu durante o ano, isso pode causar pequenas variações nas horas marcadas pelo quadrante solar .
        Para corrigir essa variação, foi instituído o tempo médio, que serve para medida precisa de tempo. A hora legal média local conta-se hoje de 0h. a 24hs. A partir da meia noite.
        Inicialmente, cada nação tinha a sua hora, que era a hora de seu meridiano principal , quando se tratava de relações entre dois países tanto comerciais quanto sociais a confusão por causa dos horários diferentes, eram complicados exigindo cálculos incômodos, o que não eram nada práticos. Para solucionar este problema adotou-se o convênio internacional dos fusos horários.
        Cada fuso compreende 15 graus (=1 h). O fuso zero é aquele cujo meridiano central passa por Greenwich (Inglaterra). Os fusos variam de 0h. a +12hs. Para leste de Greenwich e de 0h. a -12hs.
Para oeste de Greenwich. Todos os lugares de um determinado fuso têm a hora do meridiano central do fuso.
        Hora legal: é a hora civil do meridiano central do fuso.
        O Brasil ,devido sua grande extensão territorial , abrange três fusos.
· -2h: arquipélago de Fernando de Noronha
· -3h: estados do litoral , Minas, Goiás, Tocantins e Pará.
· -4h: Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

 

 

                                                  1-Relógio Egípcio   2-STONEHENGE (Inglaterra)

Citação Bíblica do Relógio Solar de Acaz.

8 E Ezequias disse a Isaías: Qual é o sinal de que o SENHOR me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do SENHOR?

9 Disse Isaías: Isto te será sinal, da parte do SENHOR, de que o SENHOR cumprirá a palavra que disse: Adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás?

10 Então disse Ezequias: É fácil que a sombra decline dez graus; não seja assim, mas volte a sombra dez graus atrás.

11 Então o profeta Isaías clamou ao SENHOR; e fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que tinha declinado no relógio de sol de Acaz.

2ª REIS cap. 20: 8 a 11

 

JUSTA HOMENAGEM A FELIX CARBAJAL "O PLANTADOR DE RELÓGIOS DE SOL".

Por Elaine Tavares - jornalista no OLA/UFSC

Félix Carbajal encantou!

 

 04/08/2005 - Quase ninguém percebeu, mas neste dia três de agosto o tempo parou. Foi um átimo de segundo, talvez por isso não sentido. Todos os sons sumiram, a paisagem congelou. Os passarinhos quedaram sobre as árvores, silentes. O céu perdeu a cor. Nenhum gosto veio à boca. As canções ficaram prisioneiras no espaço. É que o senhor do tempo encantou. Félix Peyrallo Carbajal, o sábio uruguaio, o plantador de relógios de sol, o filósofo, o cientista, o amigo querido, o homem apaixonado e apaixonante, se foi. Não mais ouviremos sua voz de trovão, seu riso de passarinho, sua ironia fina. Voou no início de uma linda manhã de agosto, iluminada pelo sol de quase primavera. Um dia perfeito.

       Félix tinha 100 anos e todos os sonhos do mundo. Vivia num asilo em Blumenau porque, anarquista, nunca quis ter nada de seu, ao não ser duas mudas de roupa, sempre branquinhas. Não tinha diplomas, nem documentos, nem mulher, nem filhos. Nada. A não ser seu corpo e sua sabedoria. Quem cruzou seu caminho sabe. A sabedoria, espalhou, a quem quer que tivesse vontade de ouvi-lo. Nunca esqueceremos suas lições dadas no dia a dia, na conversa no bar, na rua, no cinema... O corpo, bem usou, em viagens e amores. Era um sedutor.Era um sedutor. um sedutor. um sedutor. um sedutor.

      Foi embora o Félix nesta manhã de agosto em que o tempo parou, em reverência. Foi embora como viveu. Sereno e feliz. Uma dor de estômago, o hospital, uma cirurgia e o encantamento. Coisa rápida, sem sofrer. Poucos dias antes se despediu de sua amiga fiel, Roseméri Laurindo, entregando a ela uns passarinhos feitos à moda de origami. Era seu jeito de dizer adeus a quem esteve ao seu lado nesses últimos tempos, aprendiz e companheira. Para o resto do mundo, e principalmente para a América Latina, deixou seus relógios - mais de 180 por todo o continente - a marcar indefinidamente o tempo. Para mim deixou a certeza de que a vida é mesmo um presente, uma bênção, e que temos de vivê-la como quem bebe uma taça do mais fino vinho.

      O corpinho magro de Félix vai se encontrar com a terra na cidade de Lages, onde vive Elza, sua "namorada", seu amor. Mas o espírito gigante deste homem está aí, integrado à grande energia cósmica, encantado, mas presente. Acho até que ele é aquele passarinho que tanto canta na minha janela. Morto que nunca morre, como dizem os sandinistas... adorável ladrão de corações, almas e mentes. s e mentes. s e mentes. s e mentes.

     Félix estaria nas Jornadas Bolivarianas, evento promovido pelo Observatório Latino-Americano (OLA/UFSC), no dia 16 de agosto, falando de Simón Bolívar, a quem considerava genial. Seu corpo não estará, mas manteremos a programação. Falaremos sobre ele, contaremos sua história e celebraremos a vida desse sábio, um dos últimos, exatamente como ele gostava. Com riso, com alegria, com amor. Félix estará sempre, estará, porque quem o tocou ficou marcado, indelevelmente... Félix, o passarinho... Félix, o homem... Félix, o sábio... Félix, o mestre...

      E assim é... Tão logo integrou-se ao cosmos, tudo voltou a andar...

 

 

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